Última atualização: 28 de novembro, 2004
REGIÃO SUDESTE

Área: 924.573,8 km2. Percentagem do país:10,85%. População (Censo 2000): 72 412 411. Percentagem do país: 42,63%.
| Estado | Área (km2) | População (Censo 2000) | Capital | População (Censo2000) |
| Espírito Santo (ES) | 46 047,3 | 3 097 232 | Vitória | 292 304 |
| Minas Gerais (MG) | 586 552,4 | 17 891 494 | Belo Horizonte | 2 238 526 |
| Rio de Janeiro (RJ) | 43 797,4 | 14 391 282 | Rio de Janeiro | 5 857 904 |
| São Paulo (SP) | 248 176,7 | 37 032 403 | São Paulo | 10 434 252 |
POPULAÇÃO
É a mais populosa região brasileira e a que tem a mais alta densidade demográfica: 78 habitantes por km2. Porém a distribução populacional não é homogênea: enquanto nas capitais dos estados a densidade ultrapassa os 2 mil habitantes por km2, em outras áreas, como o Pontal do Paranapanema (oeste de São Paulo) ou o noroeste de Minas Gerais há pouco mais que 10 habitantes por km2. O Rio de Janeiro é o estado mais densamente povoado: 328 hab/km2. Depois temos São Paulo (149 hab/km2), Espírito Santo (67,2) e Minas Gerais (28,4). Quase 90% de sua população é urbana. Os 4 estados juntos producem 58,7% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. O PIB per capita da região é superior à média nacional: 4086 dólares (dados de 1999).
A concentração populacional no
Sudeste se explica pela formação de importantes cidades e
metrópoles industriais e comerciais, se destacando a região
metropolitana de São Paulo (ao redor da capital do estado),
junto com as regiões metropolitanas bastante próximas: Santos,
no litoral, e Campinas, localizada a 90 km a norte da
capital. Um pouco mais distante (310 km), ao norte de São Paulo
temos a cidade industrial e comercial de Ribeirão Preto.
A oeste destacamos a cidade de Sorocaba. A
leste, ao longo da Rodovia Presidente Dutra, se extendendo até o
oeste do estado do Rio de Janeiro, se localiza a região
industrial do Vale do Paraíba do Sul. Ali destacamos as
cidades de São José dos Campos (no estado de
São Paulo) e Resende (no estado do Rio de
Janeiro). O crescimento destas cidades começou em fins do
século XIX, ocasião em que a economia regional se baseava na
monocultura de café, que se exportava por ferrovia através do
porto de Santos. A riqueza que propiciou o café tornou
possível, no início do século XX, que se financiasse em São
Paulo a criação de indústrias e se desenvolvesse o mercado
interno. Depois da década de 1950, esta expansão industrial - e
também populacional - assumiu um ritmo muito mais intenso.
Atualmente, a expansão industrial avança pelo sul de Minas
Gerais, ao longo da rodovia Fernão Dias (BR-381): isto ocorre
porque há nesta região terrenos disponíveis para implantação
de indústrias, e a distância até São Paulo (o mais importante
mercado consumidor do país) não é muito grande: até 250 km.
São também importantes as regiões metropolitanas do Rio de
Janeiro, Belo Horizonte e Vitória, que concentram
grande população, empregos, comércio, indústrias e serviços.
Em Minas Gerais, destacamos também a cidade de Juiz de
Fora.
TOPOGRAFIA
Grande parte da região Sudeste é
um planalto, porém dividido em dois: o Planalto Atlântico e o
Planalto Meridional. Neste planalto, existem cadeias de montanhas
chamadas "serras" (Paranapiacaba, Serra do Mar,
Cantareira, Mantiqueira) localizadas paralelas ao litoral. Em
alguns pontos, estas montanhas ultrapassam os 2000 ou mesmo os
2500 metros acima do nível do mar. Estas montanhas se iniciam na
divisa ES-MG (onde está o Pico da Bandeira, com 2890 m de
altitude), se tornam mais baixas em MG, novamente mais altas na
Serra dos Órgãos (RJ), formam uma separação natural entre os
estados de MG e RJ (ponto mais alto: Pico das Agulhas Negras -
2.793 m) e MG-SP (ponto mais alto: Pedra da Mina, na Serra da
Mantiqueira). Depois do planalto, existem zonas de depressão: no
oeste de SP (vale do rio Paraná) e ao norte de MG (vale do São
Francisco) a altitude se reduz a 300 m acima do nível do mar.
A largura da planície costeira é irregular: quase inexiste, por
exemplo, no litoral norte de SP, porém se alarga no estado do RJ
e no sul do estado de SP.
ECONOMIA
O mais importante economicamente
para a região é a produção industrial, concentrada no estado de São Paulo.
Um eixo que une as cidades de Cubatão (próxima ao
porto de Santos), Campinas e Ribeirão Preto,
passando pela capital e pelo ABCM (as cidades de Santo
André, São Bernardo, São Caetano e Mauá). Dois braços unem a
capital às regiões de Sorocaba (têxtil, cimento,
alumínio) a oeste, e ao vale do Paraíba do Sul
(mecânica, eletrônica, aeronáutica), a leste. No estado do Rio
de Janeiro, as mais importantes áreas industriais são o
Grande Rio (região metropolitana da capital, incluindo
os bairros de Campo Grande e Santa Cruz, e as cidades de Duque de
Caxias, Queimados, Nova Iguaçu, São Gonçalo e Niterói), e o vale
do Paraíba Fluminense (cidades de Resende, Volta Redonda e
Barra Mansa). Em Minas Gerais as indústrias se
concentram na Região metropolitana de Belo Horizonte,
no Triângulo Mineiro (cidades de Uberaba e
Uberlândia), e nas cidades de Juiz de Fora (têxtil) e Ipatinga
(mineração). No Espírito Santo, destacamos a Região
Metropolitana de Vitória.
A atividade industrial é variada: metalurgia, química,
fármacos; siderurgia (em Volta Redonda (CSN), Cubatão (COSIPA),
Ipatinga (Belgo-Mineira)); refinação de petróleo cru (Cubatão
(SP), São José dos Campos (SP), Duque de Caxias (RJ), Paulínia
(SP)), produção de aviões (EMBRAER, em São José dos Campos)
e automóveis (São Bernardo e São José dos Campos (SP), Betim
(MG), Resende e Porto Real (RJ)).
Produção
Agropecuária: Se destacam
na região os estados de MG e SP. No primeiro, destacamos a
produção de milho, soja, café, mandioca, arroz e feijão, e
também sua pecuária leiteira. No segundo, cultivos para
exportação de soja, laranja, café e cana-de-açúcar, e
também banana, algodão (60 % da produção nacional), milho,
tomate y batata. Há também criação de bovinos, aves, e
cavalos de raça.
Produção
Mineral: Destaca-se Minas
Gerais com a produção de minério de ferro. O estado também
produz calcário, zinco, alumínio, ouro (pequena quantidade) e
água mineral. Em São Paulo se destaca a produção de
calcário, dolomita e chumbo (este, no sul do estado, no Vale do
Ribeira). No Rio de Janeiro se destacam a produção de petróleo
(que representa mais de 60% da produção brasileira), gás
natural e sal marinho. O Espírito Santo também tem uma
importante produção petrolífera.
Apesar destas riquezas, existem no Sudeste os assim chamados "bolsões de miséria": áreas como o norte de Minas Gerais (vale do rio Jequitinhonha), o Vale do Ribeira em São Paulo e partes do estado do Espírito Santo estão entre as mais pobres do país, com baixos índices de desenvolvimento humano (IDH). O Espírito Santo é o estado mais pobre da região, porém tem buscado atrair investimentos. Suas principais atividades econômicas são o plantio de café e a produção de papel e celulose de eucalipto, ao norte do estado. Os portos de Vitória e Tubarão, próximos da capital, são importantes para a exportação de minerais produzidos em Minas Gerais, e para a importação principalmente de automóveis.
TURISMO
A região é origem da maioria dos
turistas internos do Brasil, porém também é destino de muitos
turistas da própria região, de outras regiões brasileiras e
também do exterior. Podemos destacar, por estado:
RIO DE JANEIRO - Cidades serranas:
Teresópolis, Petrópolis, Nova Friburgo, Itatiaia, Penedo. Parques
Nacionais: Serra dos Órgãos, Serra da Bocaina, Itatiaia,
Tijuca (este na cidade do Rio de Janeiro). Cidades de praia:
Parati, Angra dos Reis, Ilha Grande, Rio de Janeiro, Niterói,
Araruama, Cabo Frio, Búzios, Arraial do Cabo, Macaé. Cidades
históricas: o centro de Parati, as construções
históricas de Petrópolis e da cidade do Rio de Janeiro,
fazendas de café do século XIX no Vale do Paraíba.
SÃO PAULO - Cidades serranas: Campos
do Jordão, São Francisco Xavier, Santo Antônio do Pinhal. Estâncias
hidrominerais: Águas de Lindóia, Lindóia, Águas de Santa
Bárbara, Águas da Prata, Serra Negra, São Pedro, Águas de
São Pedro, Socorro, Monte Alegre do Sul. Turismo ecológico:
Brotas, Parque Nacional da Serra da Bocaina (acesso pela cidade
de Bananal), Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (PETAR),
Juréia, trilhas ecológicas na Serra do Mar. Cidades de
praia: Peruíbe, Itanhaém, São Vicente, Santos, Guarujá,
Bertioga, São Sebastião, Ilhabela, Caraguatatuba, Ubatuba. Compras
de Artesanato: Campos do Jordão, Serra Negra (doces, roupas
de lã), Pedreira (cerâmica). Turismo rural e rodeios à
moda "country": as Festas do Peão de Boiadeiro,
da cidades de Barretos e Jaguariúna. Santuários de
peregrinação religiosa: Aparecida, Bom Jesus de Pirapora.
MINAS GERAIS - Estâncias hidrominerais: Araxá, Cambuquira, Lambari, São
Lourenço, Caxambu, Poços de Caldas. Artesanato: Monte
Sião e Jacutinga (roupas de lã), o Vale do Jequitinhonha
(cerâmica), São Lourenço (doces e licores). Parques
nacionais (PN) e reservas ecológicas: PN Serra da Canastra,
PN Serra do Cipó, PN Caparaó, Parque Estadual de Ibitipoca, as
grutas de Maquiné e do Rei do Mato, o PN Grande Sertão Veredas.
Cidades Históricas (ciclo do Ouro e Diamante): Ouro
Preto, Mariana, Sabará, Congonhas do Campo, Diamantina,
Tiradentes, São João Del Rei. Turismo ecológico:
Itamonte, Gonçalves, a vila de Maringá. Estância
climática de montanha: Vila Monte Verde.
ESPÍRITO SANTO - Cidades serranas:
Domingos Martins, Venda Nova do Imigrante, Santa Teresa. Cidades
de praia: Guarapari, Marataízes, Vila Velha, Vitória,
Itaúnas.
Não se pode esquecer também a importância do Turismo de
Eventos, em especial na cidade de São Paulo: exposições
como a Bienal do Livro, o Salão do Automóvel, a FENIT (Feira da
Indústria Têxtil) e outras atraem pessoas da cidade, de outras
cidades, de outros estados e às vezes do exterior. Todos os anos
ocorre também a competição de Fórmula 1 no Autódromo de
Interlagos. As cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo
Horizonte também podem atrair convenções de empresas. Em São
Paulo se destaca também o chamado "turismo de
compras": nos bairros do Brás, Bom Retiro e na Rua 25 de
Março se concentra a venda por atacado de roupas e tecidos, que
atrai compradores do interior e de estados vizinhos.
TRANSPORTES
A região possui o mais importante
porto marítimo brasileiro: Santos (SP). Também possui os portos
de São Sebastião (em SP, especializado em petróleo), Rio de
Janeiro (RJ), Sepetiba (RJ), Niterói (RJ), Vitória e Tubarão
(ES). Tubarão é o mais importante porto de exportação de
minério de ferro do país, que é transportado de Minas Gerais
pela Ferrovia Vitória-Minas (EFVM).
O Sudeste possui também os dois mais importantes aeroportos do
Brasil: o Internacional de Cumbica (localizado na cidade de
Guarulhos, vizinha a São Paulo), e o Internacional Tom Jobim (na
cidade do Rio de Janeiro). Possui também outros dois grandes
aeroportos: Viracopos (95 km de São Paulo) e Confins (20 km de
Belo Horizonte). A ligação por avião entre as ciuades de São
Paulo e Rio de Janeiro é a mais movimentada do Brasil.
As rodovias mais importantes da região são:
- Rodovia Presidente Dutra (entre São Paulo e Rio)
- Rodovia Fernão Dias (entre São Paulo e Belo Horizonte)
- as Rodovias Bandeirantes e Anhangüera (fazem parte da
ligação de São Paulo com o interior e com a cidade de
Brasília),
- as vias Anchieta e Imigrantes (conectam a cidade de São Paulo
com o porto de Santos)
- a rodovia Régis Bittencourt (faz parte da chamada "Rota
do Mercosul", conectando São Paulo com o sul do Brasil e
com os países vizinhos do Cone Sul - Uruguai, Paraguai,
Argentina e Chile)
- as rodovias Castello Branco e Marechal Rondon, que fazem a
ligação de São Paulo com o Mato Grosso do Sul e Mato Grosso,
passando por importantes regiões de pecuária.
- a rodovia BR-101, do litoral de São Paulo até a cidade de
Campos (no estado de Rio de Janeiro) até a divisa com ES,
passando pela cidade do Rio de Janeiro. Importante para o turismo
e também para ligar a região com o Nordeste brasileiro.
- a ligação rodoviária Rio-Juiz de Fora-Brasília (BR-040)
As ferrovias hoje são mais utilizados para o transporte de
cargas (minerais, derivados de petróleo, cimento, soja). Ainda
assim, podemos destacar a importância dos mais de 5 mil km de
ferrovias de São Paulo e mais de 6 mil km de ferrovias de Minas
Gerais. Com o crescimento do "agribusiness" de
exportação de soja, as ferrovias ganharam outra vez
importância, devido ao reduzido custo de seu frete, quando o
comparamos com o transporte por caminhão.
Se pode por fim destacar a importância da Hidrovia
Tietê-Paraná, em que mais de 1000 km destes dois rios podem ser
navegados por barcaças que transportam soja e calcário, em
conexão multimodal com ferrovias, reduzindo os custos de
transporte destes dois produtos.
OUTRAS PÁGINAS SOBRE O SUDESTE (links em revisão, tradução e atualização)
ESPÍRITO SANTO
|
MINAS GERAIS
|
São Paulo
|
RIO DE JANEIRO
|
EMPRESAS
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