Página recriada em: 19.11.2004. Links atualizados em 13.03.2005

REGIÃO NORTE

 

Área Total: 3.852.968 km2. População (Censo 2000) 12 900 704. Participação na pop. brasileira: 7,6 %.

ESTADO ÁREA (Km2) POPULAÇÃO (2000) CAPITAL POPULAÇÃO (2000)
ACRE (AC) 152 522 557 526 Rio Branco 253 059
AMAZONAS (AM) 1 570 947 2 812 557 Manaus 1 405 835
AMAPÁ (AP) 142 815 477 032 Macapá 283 308
PARÁ (PA) 1 247 703 6 192 307 Belém 1 280 614
RONDÔNIA (RO) 237 564 1 379 787 Porto Velho 334 661
RORAIMA (RR) 224 118 324 397 Boa Vista 200 568
TOCANTINS (TO) 227 298 1 157 098 Palmas 137 355

CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E CLIMÁTICAS

RELEVO: Ao norte da região temos o Planalto das Guianas, onde está a montanha mais alta do Brasil: o Pico da Neblina, com 2.993 m (segundo medição feita em 2004) na fronteira com a Venezuela. Ao sul temos o prolongamento do Planalto Brasileiro. Entre estas duas áreas, uma extensa planície drenada pelo rio Amazonas e seus mais de 7.000 afluentes.
VEGETAÇÃO: predomina a Floresta Equatorial, a qual podemos subdividir em 3 tipos:
- floresta de terra firme (a maior parte da região), com árvores que podem alcançar 60 metros de altura. Em muitos lugares, a copa das árvores forma uma espessa coberta que quase impede que a luz solar chegue ao solo. Isto torna o interior da floresta escuro e úmido. Na floresta de terra firme, há importantes espécies de árvores, como a castanha-do-pará, o "timbó" (árvore usada pelos índios em suas pescas) e o mogno;
- as florestas inundáveis existem em regiões que são inundáveis somente durante parte do ano. Nesta área, podemos encontrar a seringueira (árvore de onde se extrai o látex usado na produção de borracha), o jatobá e palmeiras;
- a floresta de igapó existe próxima aos rios em áreas quase permanentemente inundadas, exceto por curtos períodos. As árvores alcançam o máximo de 20 metros, porém é mais comum encontrarem-se arbustos de 2 ou 3 metros de altura máxima.
Em Roraima e no Tocantins existem também grandes extensões de pastos naturais, com características climáticas e vegetais semelhantes aos "cerrados" brasileiros e aos "llanos" da Venezela.
CLIMA: Predomina o clima equatorial quente e úmido, com abundantes chuvas e pouca variação de temperatura (dias e noites quentes e abafados). Raras vezes, quando o inverno é mais intenso no hemisfério sul, a massa polar atlântica penetra pelo continente até alcançar a região Amazônica, derrubando as temperaturas em um fenômeno conhecido por "friagem".

POPULAÇÃO: ESTABELECIMENTO E CARACTERÍSTICAS

Somente duas cidades na região norte possuem mais de 1 milhão de habitantes: Belém (capital do estado do Pará) e Manaus (capital do Amazonas). Belém, e a vizinha cidade de Ananindeua, formam uma região metropolitana. No Pará, a população se concentra da cidade de Belém para o sul e para o leste, até a divisa com o estado de Maranhão. Outra zona de concentração populacional é o sudoeste da região (os estados de Rondônia e Acre), cuja população cresceu nas décadas de 1970 e 1980, depois da pavimentação da rodovia BR-364. Fora destas zonas, a população se concentra à margem dos grandes rios.
Na população predomina a mistura racial de índios e brancos, os assim chamados "caboclos" amazônicos. Desde o final do século XIX (ciclo econômico da borracha) migrantes da região Nordeste brasileira também se misturaram à população local.
Índios puros podem ser encontrados em regiões mais afastadas e nas várias reservas indígenas, demarcadas ou não. O estado do Amazonas concentra quase 27,5% da população indígena brasileira. Depois vem Roraima, com 8,9%, e Pará, com 8,5%. Se estima que existam em toda a região uns 213 mil índios. Várias destas populações estão ameaçadas por mineradores clandestinos de ouro e cassiterita (mineral de estanho) que invadem suas terras. O contato com os "homens brancos" os expõe a enfermidades como sífilis, tuberculose, gripe e SIDA (AIDS).

ECONOMIA

A base econômica da região é a extração vegetal, principalmente madeira (mogno e outras espécies), borracha (obtida de seringueiras no interior da selva. Na região não há cultivos de seringueira), castanha-do-pará, guaraná e frutas nativas. No Tocantins, temos extração de babaçu e carnaúba.
Outra atividade econômica importante é a
extração mineral: ferro, bauxita e ouro no Pará (se estima em 18 mil milhões de toneladas o total de minério de ferro na Serra dos Carajás, estado do Pará). Se explora minério de manganês na Serra do Navio (Amapá) e Rondônia. A Serra dos Carajás também tem reservas de cobre (mais de 1 bilhão de toneladas), níquel, alumínio e manganês. No Amazonas há também reservas de gás natural, algumas já em produção.
Agricultura: Pimenta-do-reino; juta; arroz e mandioca no Pará. Soja en Rondônia (exportada pela Hidrovia do rio Madeira) e também café, arroz e mandioca. No cerrado do Tocantins se produz soja e milho.
Indústria: se destaca a Zona Franca de Manaus (produtos eletrônicos - televisores, DVDs, telefones, etc.; relógios, bicicletas e motocicletas), criada por lei com o fim de de desenvolver a região. O atrativo oferecido às indústrias que se estabelecessem na Zona Franca foi a "alíquota zero" de Imposto de Importação sobre máquinas e componentes, e a redução de impostos para produtos feitos na Zona Franca e vendidos em outras regiões. Isso permitiu atrair quase 400 empresas. Este regime especial da Zona Franca deve ser extinto em 2013. Assim, as indústrias da região buscam novos mercados, como a Venezuela (que está a pouco mais de 2.000 km de Manaus) e o Caribe.
Há também indústrias no leste do Pará (alimentos; refinação de alumínio - ALCOA e Alunorte; madeira para construção) e às margens do rio Jari (celulose). Boa parte dos produtos industriais consumidos pela população, no entanto, é importada de outras regiões, em especial do Sudeste brasileiro.
Turismo: a distância de outras regiões brasileiras, em especial do Sudeste, não permite um grande desenvolvimeno do turismo. Somente por avião ou por navio se pode chegar a Manaus - a rodovia BR 319 é hoje intransitável. É possível chegar até Belém por rodovia, porém a distância de São Paulo é quase 3 mil km. Assim, o custo de um pacote turístico pela região para muitos brasileiros é similar ou mais caro que o de uma viagem ao exterior. Ainda assim, a região tem um imenso potencial turístico: podemos destacar a beleza da selva amazônica, a cidade de Manaus (suas construções históricas e sua Zona Franca; também uma visita às cachoeiras próximas à cidade de Presidente Figueiredo; ou então um passeio para admirar o encontro dos rios Solimões e Negro), a cidade de Belém (com seu exótico Mercado Ver-o-Peso, e as praias fluviais da Ilha do Mosqueiro), a ilha de Marajó, e a "Festa do Boi" na cidade de Parintíns.

ESTRADAS E VIAS DE TRANSPORTE

O mais importante para a Região Norte é melhorar suas estradas, para que façam conexão com outras regiões e países vizinhos. As estradas principais são a BR-364 (Cuiabá-Porto Velho-Rio Branco) e a Belém-Brasília. Com a Região Nordeste, a conexão principal é feita pela Ferrovia de Carajás, ou por parte das rodovias Transamazônica e Belém-Brasília. As cidades mais importantes da região têm aeroportos, e os de Manaus e Belém recebem vôos internacionais.
O transporte por rios é muito importante para Manaus e outras cidades da região, seja pelo volume transportado ou também pela péssima conservação da BR-319 (Manaus-Porto Velho). Para reduzir o custo de transporte da soja produzida em Rondônia e norte de Mato Grosso, foi inaugurada a Hidrovia do rio Madeira, que consistiu na sinalização e demarcações com bóias ao longo do rio Madeira, permitindo o tránsito seguro de barcaças até o rio Amazonas.
Outras obras de transporte desejadas pelos que vivem na região: a pavimentação da rodovia Macapá-Caiena (Guiana Francesa); a extensão da Ferrovia Norte-Sul (unindo Maranhão, Tocantins e Goiás ao Sudeste brasileiro); e a conexão por rodoviaa desde Rio Branco (AC) até Cuzco (Peru), o que permitiria ao Brasil, através da rede rodoviária peruana, uma saída para o Oceano Pacífico. No ano de 2004 foi inaugurada uma ponte unindo o estado do Acre, no Brasil, ao território do Beni, na Bolívia.


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