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REGIÃO NORTE

Área Total: 3.852.968 km2. População (Censo 2000) 12 900 704. Participação na pop. brasileira: 7,6 %.
| ESTADO | ÁREA (Km2) | POPULAÇÃO (2000) | CAPITAL | POPULAÇÃO (2000) |
| ACRE (AC) | 152 522 | 557 526 | Rio Branco | 253 059 |
| AMAZONAS (AM) | 1 570 947 | 2 812 557 | Manaus | 1 405 835 |
| AMAPÁ (AP) | 142 815 | 477 032 | Macapá | 283 308 |
| PARÁ (PA) | 1 247 703 | 6 192 307 | Belém | 1 280 614 |
| RONDÔNIA (RO) | 237 564 | 1 379 787 | Porto Velho | 334 661 |
| RORAIMA (RR) | 224 118 | 324 397 | Boa Vista | 200 568 |
| TOCANTINS (TO) | 227 298 | 1 157 098 | Palmas | 137 355 |
CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E CLIMÁTICAS
RELEVO: Ao norte da região temos o Planalto das
Guianas, onde está a montanha mais alta do Brasil: o Pico da
Neblina, com 2.993 m (segundo medição feita em 2004) na
fronteira com a Venezuela. Ao sul temos o prolongamento do
Planalto Brasileiro. Entre estas duas áreas, uma extensa
planície drenada pelo rio Amazonas e seus mais de 7.000
afluentes.
VEGETAÇÃO:
predomina a Floresta
Equatorial, a qual podemos subdividir em 3 tipos:
- floresta de terra firme (a maior parte da região),
com árvores que podem alcançar 60 metros de altura. Em muitos
lugares, a copa das árvores forma uma espessa coberta que quase
impede que a luz solar chegue ao solo. Isto torna o interior da
floresta escuro e úmido. Na floresta de terra firme, há
importantes espécies de árvores, como a castanha-do-pará, o
"timbó" (árvore usada pelos índios em suas pescas) e
o mogno;
- as florestas inundáveis existem em regiões que são
inundáveis somente durante parte do ano. Nesta área, podemos
encontrar a seringueira (árvore de onde se extrai o látex usado
na produção de borracha), o jatobá e palmeiras;
- a floresta de igapó existe próxima aos rios em
áreas quase permanentemente inundadas, exceto por curtos
períodos. As árvores alcançam o máximo de 20 metros, porém
é mais comum encontrarem-se arbustos de 2 ou 3 metros de altura
máxima.
Em Roraima e no Tocantins existem também grandes extensões de
pastos naturais, com características climáticas e vegetais semelhantes
aos "cerrados" brasileiros e aos "llanos" da
Venezela.
CLIMA: Predomina o clima equatorial quente
e úmido, com abundantes chuvas e pouca variação de temperatura
(dias e noites quentes e abafados). Raras vezes, quando o inverno
é mais intenso no hemisfério sul, a massa polar atlântica
penetra pelo continente até alcançar a região Amazônica,
derrubando as temperaturas em um fenômeno conhecido por "friagem".
POPULAÇÃO: ESTABELECIMENTO E CARACTERÍSTICAS
Somente duas cidades na região
norte possuem mais de 1 milhão de habitantes: Belém (capital do
estado do Pará) e Manaus (capital do Amazonas). Belém, e a
vizinha cidade de Ananindeua, formam uma região metropolitana.
No Pará, a população se concentra da cidade de Belém para o
sul e para o leste, até a divisa com o estado de Maranhão.
Outra zona de concentração populacional é o sudoeste da
região (os estados de Rondônia e Acre), cuja população
cresceu nas décadas de 1970 e 1980, depois da pavimentação da
rodovia BR-364. Fora destas zonas, a população se concentra à
margem dos grandes rios.
Na população predomina a mistura racial de índios e brancos,
os assim chamados "caboclos" amazônicos. Desde o final
do século XIX (ciclo econômico da borracha) migrantes da
região Nordeste brasileira também se misturaram à população
local.
Índios puros podem ser encontrados em regiões mais afastadas e
nas várias reservas indígenas, demarcadas ou não. O estado do
Amazonas concentra quase 27,5% da população indígena
brasileira. Depois vem Roraima, com 8,9%, e Pará, com 8,5%. Se
estima que existam em toda a região uns 213 mil índios. Várias
destas populações estão ameaçadas por mineradores
clandestinos de ouro e cassiterita (mineral de estanho) que
invadem suas terras. O contato com os "homens brancos"
os expõe a enfermidades como sífilis, tuberculose, gripe e SIDA
(AIDS).
ECONOMIA
A base econômica da região é a extração vegetal, principalmente madeira (mogno e outras
espécies), borracha (obtida de seringueiras no interior da
selva. Na região não há cultivos de seringueira),
castanha-do-pará, guaraná e frutas nativas. No Tocantins, temos
extração de babaçu e carnaúba.
Outra atividade econômica importante é a extração mineral: ferro, bauxita e ouro no Pará (se estima
em 18 mil milhões de toneladas o total de minério de ferro na
Serra dos Carajás, estado do Pará). Se explora minério de
manganês na Serra do Navio (Amapá) e Rondônia. A Serra dos
Carajás também tem reservas de cobre (mais de 1 bilhão de
toneladas), níquel, alumínio e manganês. No Amazonas há
também reservas de gás natural, algumas já em produção.
Agricultura: Pimenta-do-reino; juta; arroz e mandioca
no Pará. Soja en Rondônia (exportada pela Hidrovia do rio
Madeira) e também café, arroz e mandioca. No
cerrado do Tocantins se produz soja e milho.
Indústria: se destaca a Zona Franca de Manaus
(produtos eletrônicos - televisores, DVDs, telefones, etc.;
relógios, bicicletas e motocicletas), criada por lei com o fim
de de desenvolver a região. O atrativo oferecido às indústrias
que se estabelecessem na Zona Franca foi a "alíquota
zero" de Imposto de Importação sobre máquinas e
componentes, e a redução de impostos para produtos feitos na
Zona Franca e vendidos em outras regiões. Isso permitiu atrair
quase 400 empresas. Este regime especial da Zona Franca deve ser
extinto em 2013. Assim, as indústrias da região buscam novos
mercados, como a Venezuela (que está a pouco mais de 2.000 km de
Manaus) e o Caribe.
Há também indústrias no leste do Pará (alimentos; refinação
de alumínio - ALCOA e Alunorte; madeira para construção) e às
margens do rio Jari (celulose). Boa parte dos produtos
industriais consumidos pela população, no entanto, é importada
de outras regiões, em especial do Sudeste brasileiro.
Turismo: a distância de outras regiões
brasileiras, em especial do Sudeste, não permite um grande
desenvolvimeno do turismo. Somente por avião ou por navio se
pode chegar a Manaus - a rodovia BR 319 é hoje intransitável.
É possível chegar até Belém por rodovia, porém a distância
de São Paulo é quase 3 mil km. Assim, o custo de um pacote
turístico pela região para muitos brasileiros é similar ou
mais caro que o de uma viagem ao exterior. Ainda assim, a região
tem um imenso potencial turístico: podemos destacar a beleza da
selva amazônica, a cidade de Manaus (suas construções
históricas e sua Zona Franca; também uma visita às cachoeiras
próximas à cidade de Presidente Figueiredo; ou então um
passeio para admirar o encontro dos rios Solimões e Negro), a
cidade de Belém (com seu exótico Mercado Ver-o-Peso, e
as praias fluviais da Ilha do Mosqueiro), a ilha de Marajó, e a
"Festa do Boi" na cidade de Parintíns.
ESTRADAS E VIAS DE TRANSPORTE
O mais importante para a Região
Norte é melhorar suas estradas, para que façam conexão com
outras regiões e países vizinhos. As estradas principais são a
BR-364 (Cuiabá-Porto Velho-Rio Branco) e a Belém-Brasília. Com
a Região Nordeste, a conexão principal é feita pela Ferrovia
de Carajás, ou por parte das rodovias Transamazônica e
Belém-Brasília. As cidades mais importantes da região têm
aeroportos, e os de Manaus e Belém recebem vôos internacionais.
O transporte por rios é muito importante para Manaus e outras
cidades da região, seja pelo volume transportado ou também pela
péssima conservação da BR-319 (Manaus-Porto Velho). Para
reduzir o custo de transporte da soja produzida em Rondônia e
norte de Mato Grosso, foi inaugurada a Hidrovia do rio Madeira,
que consistiu na sinalização e demarcações com bóias ao
longo do rio Madeira, permitindo o tránsito seguro de barcaças
até o rio Amazonas.
Outras obras de transporte desejadas pelos que vivem na região:
a pavimentação da rodovia Macapá-Caiena (Guiana Francesa); a
extensão da Ferrovia Norte-Sul (unindo Maranhão, Tocantins e
Goiás ao Sudeste brasileiro); e a conexão por rodoviaa desde
Rio Branco (AC) até Cuzco (Peru), o que permitiria ao Brasil,
através da rede rodoviária peruana, uma saída para o Oceano
Pacífico. No ano de 2004 foi inaugurada uma ponte unindo o
estado do Acre, no Brasil, ao território do Beni, na Bolívia.
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