Atualizado em 15 de novembro, 2004 - Datos de população: Censo 2000 - IBGE

 

REGIÃO
NORDESTE



Área total: 1.554.257 km2.
População (2000): 47.741.711 habitantes
Percentagem da população nacional: 28,12
Estado Área (km2) População (censo 2000) Capital População (2000)
Bahia 564 963 13 070 250 Salvador 2 443 107
Sergipe 21 910 1 784 475 Aracaju 461 534
Alagoas 27 768 2 822 621 Maceió 797 759
Pernambuco 98 311 7 918 344 Recife 1 422 905
Paraíba 56 439 3 443 825 João Pessoa 597 934
Rio Grande do Norte 52 797 2 776 782 Natal 712 317
Ceará 148 825 7 430 661 Fortaleza 2 141 402
Piauí 251 529 2 843 278 Teresina 715 360
Maranhão 331 983 5 651 475 São Luís 870 028

CARACTERÍSTICAS GEOGRÁFICAS

TOPOGRAFIA A característica mais importante do relevo é a existência de dois antigos e extensos planaltos aplainados pela erosão (Borborema a leste, e Parnaíba a oeste) e de algumas áreas altas e planas que formam as chamadas "chapadas" (Diamantina, Araripe, Mangabeira, Serra do Espigão e Ibiapaba). Nestas regiões a altitude passa dos 800 metros. Entre elas há uma extensa depressão interior, cuja altitude varia entre os 200 e os 500 metros, na qual está o "sertão", uma zona de clima semiárido. A faixa de planície costeira é muito estreita na Bahia, porém fica mais extensa próximo à foz de alguns rios, como o São Francisco e o Paraguaçu. De Pernambuco ao Ceará a largura média da planicie costeira é de aproximadamente 50 km. No Maranhão e Piauí, entretanto, a planície costeira ocupa quase um terço da superfície destes estados.
HIDROGRAFIA Dois rios e seus respectivos vales se destacam no Nordeste:
São Francisco: nasce no estado de Minas Gerais e depois ruma para norte atravessando a Bahia, tendo seu vale como limites naturais a Serra do Espigão a oeste e a Chapada Diamantina a leste. A partir de Juazeiro corre para leste, definindo os limites naturais entre os estados da Bahia e Pernambuco, e também entre os estados de Alagoas e Sergipe.
Parnaíba: recebe águas de rios dos estados do Ceará, Piauí e Maranhão.
Há também outros rios que podemos destacar: Grajaú e Mearim (Maranhão), Jaguaribe e Acaraú (Ceará), Contas e Paraguaçú (Bahia).
ZONAS GEOGRÁFICAS Para uma análise mais fácil das características da região Nordeste, podemos dividi-la em quatro zonas: Zona da Mata, Agreste, Sertão, e Meio Norte.
A leste, entre o Planalto da Borborema e a costa, temos a chamada Zona da Mata, partindo do Rio Grande do Norte até o sul da Bahia. Sua largura varia entre os 100 e os 200 quilômetros. As chuvas nesta zona são abundantes e seu clima é quente. Esta zona recebeu este nome porque era coberta pela Mata Atlântica. Cultivos de cana-de-açúcar (em Pernambuco, Paraíba e Alagoas) e cacau (no sul da Bahia) substituíram extensas áreas da floresta original. Poucas áreas da mata original restam hoje. O povoamento e a exploração econômica desta zona são muito antigos: a cidade de Salvador, primeira capital do Brasil, foi ali fundada no século XVI. Ainda hoje apresenta uma das maiores densidades demográficas do Brasil.
Nas partes mais altas do Planalto da Borborema, surge uma zona de transição: o Agreste, com chuvas anuais entre os 1000 e os 650 milímetros. O Planalto da Borborema é um obstáculo natural à chegada de ventos úmidos litorâneos ao interior.
Mais para o interior, o clima se torna mais seco e a paisagem semiárida: surge uma zona de 900 mil km
2 chamada Sertão. Esta paisagem e zona climática quase alcançam o litoral nos estados do Ceará e Rio Grande do Norte.Ao sul, penetram pelo norte do estado de Minas Gerais, situado no Sudeste brasileiro. As chuvas no sertão são irregulares, e ocorrem fortes estiagens que podem ser superiores a um ano. A temperatura média anual é a mais alta do país (28o Celsius) e a vegetação típica é a "caatinga" (arbustos resistentes que perdem as folhas nos períodos de seca). Seu solo é pobre e pedregoso. Estas precárias condições explicam o escasso povoamento do sertão, quando o comparamos com a Zona da Mata.
Na áreas mais úmidas, chamadas "brejos do sertão" e situadas ao pé das serras (como na Serra da Meruoca, no estado do Ceará), podemos encontrar palmeiras de carnaúba (utilizada para fabricar velas e ceras) e também cultivos mais perenes.
Meio Norte: representa uma transição entre a região Amazônica (quente e muito úmida) e o sertão semiárido. Ocorre nos estados do Maranhão e Piauí. É também conhecida como "Mata de Cocais", devido às abundantes palmeiras de babaçu e carnaúba. O clima é quente e chuvoso (em média, mais de 2 mil mm por ano) em São Luís, no litoral; porém a chuva diminui quando vamos para o leste e o interior da região caindo para 1500 mm anuais em Teresina, e apenas 700 mm no sul ocidental do Piauí, cujas condições climáticas são similares às do sertão.

ECONOMIA

Predomina o setor primário - agricultura e pecuária - ao lado de uma forte concentração de renda. Mais da metade de sua população recebe menos de meio salário mínimo brasileiro por mês. As secas, além das perdas na produção agrícola e pecuária, também provocam redução da renda das famílias, perda de postos de trabalho e êxodo rural.
Agricultura destacamos os cultivos tradicionais de cana-de-açúcar (Alagoas, Pernambuco e Paraíba), algodão (Ceará, Paraíba, Rio Grande do Norte), tabaco (Bahia) e caju (Paraíba, Ceará). No entanto, seus métodos de produção não são tão modernos quanto nos estados da região Sul e em São Paulo. Também destacamos a produção de feijão em Irecê e de soja em Barreiras, Bahia. Há cultivos irrigados de frutas para exportação nos vales dos rios São Francisco (Bahia) e Assú (Rio Grande do Norte). No sertão predomina a agricultura familiar de subsistência, prejudicada às vezes pelas secas.
Pecuária A Bahia tem o maior rebanho bovino da região (8 milhões de cabeças), seguida dos estados do Ceará e Pernambuco. Porém no sertão a pecuária também sofre com as secas. Assim, a criação de caprinos, mais resistentes, tem maior importância econômica e alimentar. Porcos, aves e ovinos tambén são criados. A maior parte da produção animal é consumida na região.
Indústria É mais diversificada nos bolsões industriais das Regiões Metropolitanas: Salvador (destacamos o Pólo Petroquímico de Camaçari e a fábrica de automóveis Ford, inaugurada em 2001 e que pode montar 200 mil unidades por ano); Recife (açúcar refinado, produtos químicos, pescado industrializado, metalurgia, têxteis); e Fortaleza (metalurgia, têxteis, calçados, cimento, alimentos e bebidas). Campina Grande, no estado da Paraíba, con suas indústrias têxteis, mecânicas, metalúrgica e calçadista, também se destaca em âmbito local. No entanto, a maior parte das manufaturas consumidas vêm de fora da região.
Também se pode destacar outra atividade por sua importância econômica para pequenas comunidades, sobretudo com o crescimento do turismo na região: o artesanato. Este é destaque em Pernambuco (cerâmica), Paraíba (objetos em couro), Rio Grande do Norte e Ceará (vidros com areia colorida, tecidos de renda e bordados, redes para dormir) .
Turismo Destacamos as cidades de Salvador, Olinda e Recife (o Carnaval nestas cidades é conhecido mundialmente); e outras ciudades litorâneas (Maceió, Fortaleza, Porto Seguro, Natal, Jericoacoara, Porto de Galinhas, Maragoji, a ilha de Fernando de Noronha). No mês de junho, destacamos as festas de santos católicos populares: São João, São Pedro e Santo Antônio, que acontecem nas ciudades de Caruaru (PE) e Campina Grande (PB). As capitais dos estados litorâneos, a cidade de Porto Seguro e a ilha de Comandatuba, na Bahia (com o Hotel Transamérica) também se destacam no turismo de convenções (no entanto, o turismo comum é mais importante economicamente para toda a região). Para quem optar pelo turismo ecológico, há também a opção do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, uma região de dunas e lagoas de água doce na costa do Maranhão. Para quem aprecia turismo de aventura e a visão de curiosas formações rochosas erodidas pelo vento, há o Parque Nacional de Sete Cidades, ao sul do estado do Piauí. E ainda o Parque Nacional de Ubajara, no estado do Ceará, próximo à cidade de Sobral.
Depois da desvalorização do Real (ocorrida no ano 1999), o turismo de brasileiros originários do Sudeste cresceu, em especial porque, antes disso, uma viagem para o Nordeste a partir de São Paulo ou do Rio de Janeiro chegava a custar quase o mesmo que uma viagem para Miami, nos EUA. Para os turistas estrangeiros e também para os brasileiros, atualmente há muitas opções de hospedagem, incluindo hotéis de 4 e 5 estrelas de redes internacionais.


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