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ÁREA: 36 120 Km², incluindo o arquipélago de Bigajós. POPULAÇÃO: 1.596.677 (estimativa para julho-2011), somente 30% urbana (2010)*. CAPITAL: Bissau (302 mil habitantes - 2009)* Outras cidades (est. 1979): Bafatá (185.484), Gabu (175.890), Nova Lamego, Bubaque, Bolama. Fronteiras terrestres: Total 724 km, sendo 386 km com a Guiné e 338 km com Senegal. Litoral: 350 km.
GOVERNO: República parlamentarista
Presidente: Malam Bacai Sanhá (desde 2009)*.
Primeiro-ministro:
Carlos Gomes Júnior (desde 25 de dezembro de 2008)*.
Legislativo: unicameral (Assembleia Nacional do Povo, com 100 membros
eleitos para um mandato de 4 anos - a assembleia atual foi eleita em 2008)*.
Constituição atual: em vigor desde 16 de maio de 1984, com emendas. Divisão Administrativa: 9 regiões - Bafatá, Biombo, Bissau,
Bolama, Cacheu, Gabu, Oio, Quinara, Tombali.
IDIOMAS: Português (oficial, falado por cerca de 2% da população); crioulo de matiz português (75% da população, aparentado ao crioulo do Senegal e de Cabo Verde); línguas africanas locais 23%. Principais grupos étnicos: Balantas (27%) , Fulas (22%), Mandigas (12%), Nianjacos (11%), Papeles (10%). Os brancos são principalmente de origem portuguesa. Analfabetismo: 63,2% (estimativa 2000).
RELEVO: terras baixas e litoral bastante recortado e sujeito a alagamentos. Não há elevações expressivas - o ponto mais alto no interior do país tem 300 m de altitude. No litoral próximo à Bissau há o arquipélago de Bigajós, com cerca de 40 ilhas. CLIMA: Tropical de savana, com 2 estações, chuvosa e seca. Rios principais: Cacheu, Mansoa, Gêba
HISTÓRIA RECENTE(*)
Desde sua independência de Portugal em 1974 o país tem enfrentado muita instabilidade política e militar. Em 1980 um golpe de estado levou ao poder a ditadura de João Bernardo "Nino" Vieira. Apesar de abrir caminho para uma economia de mercado e para um sistema pluripartidário, o governo Vieira foi caracterizado pela supressão da oposição política e pelo expurgo de opositores. Diversas tentativas de golpe de estado nas décadas de 1980 e 1990 tentaram, sem sucesso, derrubá-lo. Em 1994 Nino Vieira foi eleito presidente nas primeiras eleições livres do país. Um motim militar em 1998 levou o país a uma guerra civil.
A guerra civil de 1998 não foi o último flagelo na vida política do país: dois golpes de estado derrubaram presidentes. Um deles, em 1999 derrubou Nino Vieira. Outro, em setembro de 2003, derrubou o presidente eleito em 2000, Kumba Ialá, e Henrique Rosa tornou-se presidente interino. Em 2005 Vieira foi reeleito presidente, prometendo desenvolvimento econômico e reconciliação nacional. Foi, porém, assassinado em 2009. Malam Bacai Sanhá foi eleito numa eleição emergencial, em 2009.
(*) traduzido/adaptado de "The World Factbook" - CIA. Consultado em 28 de novembro de 2011. Texto de domínio público.
ECONOMIA
A Guiné-Bissau é uma das 10
nações mais pobres do mundo (PIB per capita de US$ 800 dólares
- estimativa de 2003), situação piorada com a guerra civil em
1998, que reduziu o PIB em cerca de 28% naquele ano. Sua
distribuição de renda é também uma das piores do planeta.
Suas principais atividades econômicas são a pesca e agricultura
(o arroz é a base da alimentação do país). Dependente de
ajuda econômica externa, principalmente da União Européia. As
principais exportações são de caju, amendoim, madeiras e
camarão. Há depósitos de petróleo, bauxita e fosfatos,
inexplorados devido à pouca infraestrutura e aos altos custos
para tal.
Agricultura: (1997): castanha de caju (35 mil t - 70%
da exportação - 1996), arroz (135 mil t), palmito (8 mil t),
pluma de algodão (900 t), caroço de algodão (2300 t),
amendoim, mandioca. Rebanhos (1997):
bovino (475 mil cabeças), suíno (310 mil), caprino (270 mil) e
ovino (255 mil) destinados ao consumo interno. A agropecuária
responde por 62% do PIB.
A pesca é pouco expressiva: 5,4 mil t, em 1993
(exporta camarões). Idem a exploração de madeira.
Indústrias: alimentícias e de bebidas (cerveja) e
beneficiamento de algodão. Turismo: Dados
não disponíveis; há potencial nas reservas naturais
Bolama-Bigajós e Lagoas da Cufada, porém há pouca
infra-estrutura para receber visitantes. Parceiros Comerciais: Portugal, China, Japão, Espanha, Índia
(62% das exportações em 2003 foram para aquele país), Senegal,
Cabo Verde, França. Dívida externa:
US$ 941,5 milhões (estimativa de 2000).
MOEDA: Franco da Comunidade Financeira Africana
(Franco CFA. Codificação internacional: XOF) desde 1997 (sua
emissão é controlada pelo Banco Central dos Estados do Oeste da
África - Banque Centrale des États de l'Afrique de l'Ouest).
Cotações
em (28.11.2011): 655,1 Francos CFA
por 1 ; 1
Real = 265,17 XOF; US$ 1,00 = 492,7 XOF, 1 Peso Argentino = 115,66 XOF; 1
Libra Esterlina = 763,17 XOF.
TRANSPORTES: Rodovias: 4.400 km, sendo 10% pavimentados
(estimativa de 1999). Ferrovias: não há.
COMUNICAÇÕES* TV: 1 TV estatal e um
retransmissor da RTP África (portuguesa). RÁDIO: 1
rádio estatal, diversas rádios privadas e comunitárias.
TELEFONES fixos: 5 mil (2010),
celulares: 594.100 (2010).
INTERNET Provedores: 82 (2010), usuários:
37.100 (2009).
Fontes: CIA (The World Factbook 2011 - incluindo mapa)*, Almanaque Abril 2004, brl.pt.fxexchangerate.com (cotações de moedas), e artigos de Hildo Honório do Couto (UnB) e do Houston International Festival (1996) na Internet
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