Fonte das atualizações e do mapa: The World Factbook (CIA) 2004


Região Administrativa Especial de Macau

(texto atualizado em 24.10.2004)

STATUS POLÍTICO:Região Administrativa Especial da China continental, desde 20.12.1999

ÁREA: 25,4 Km2 POPULAÇÃO: 445.286 hab (julho 2004 est.) DENSIDADE DEMOGRÁFICA: 17.531 hab/km2 LÍNGUAS: Chinês mandarim - oficial; o dialeto cantonês (mais falado pela pop. de origem chinesa); inglês, português, (existe também um dialeto macaense derivado do português). LOCALIZAÇÃO: Foz do rio das Pérolas (Sikiang), SE da China; próxima a Hong-Kong, na margem oposta do rio (64 km cruzados por barcos comuns ou por aliscafo (aerobarco)). Compreende uma península rochosa (Foshan) a qual é ligada à ilha de Herung-San por um cordão arenoso, além das duas pequenas ilhas de Taipa (cerca de 15 mil hab., unida à península por uma ponte de 3 km) e Coloane (5.000 habitantes, unida a Taipa por ponte). O ponto mais alto de Macau (172 m acima do nível do mar) fica nesta ilha. GOVERNADOR: Edmund Ho Hau-wah, desde 20 de dezembro de 1999, reeleito em 29 de agosto de 2004.

ECONOMIA

Suas fontes de divisas principais são o turismo (o qual cresceu muito, com o afluxo de chineses do continente após sua devolução à China, tendo recebido mais de 8 milhões de turistas em 2000) e os cassinos (fonte de 70% dos impostos). Diferente de Hong-Kong, que é bastante industrializada e 50 vezes maior em extensão, Macau tem como destaque industrial apenas o setor têxtil. Apesar de ter sido atingida pela crise asiática de 1998 e pela recessão mundial de 2001, sua economia cresceu 9,5% em 2002. Com o fim do monopólio sobre os cassinos, três grandes empresas obtiveram licença para explorar o jogo, comprometendo-se a investir US$ 2,2 bilhões (fonte: CIA)

BREVE HISTÓRIA

Em 1557, os portugueses estabeleceram em território chinês um entreposto de comércio com a China, a cidade de Santo Nome de Deus de Macau, centro também de difusão do cristianismo. Por esta época o poeta Luís de Camões esteve em Macau. O domínio português só foi oficialmente reconhecido pela China em 1887; a partir de então tornou-se um importante mercado para as transações comerciais com o Ocidente. Tornou-se Província Ultramarina de Portugal em 1951 (no período de Salazar). Em 1984, a população de origem chinesa adquire direito a voto. Dois anos depois iniciaram as conversações entre Portugal e China sobre o futuro da região. Decidiu-se que a devolução do território dar-se-ia a 20.12.1999. Por 50 anos, porém, Macau deverá manter economia de mercado (sistema capitalista) e independência financeira (o regime "um país, dois sistemas" também adotado para Hong-Kong). Em 1992 assinou um acordo de cooperação econômica com a UE (União Européia). Em 1993 Portugal e China decidiram construir um novo aeroporto no território, e Macau recebeu autonomia para negociar acordos de tráfego aéreo com outras nações. Em 1996 (janeiro) entrou em vigor um novo Código Penal proibindo a adoção de pena de morte no território. A Lei Básica (Constituição, em vigor após a devolução à China) foi concluída em 1993.
A transição para a administração chinesa foi tranqüila, e nota-se um interesse das autoridades chinesas em preservar marcas do passado português tanto com finalidades turísticas quanto econômicas: a região é utilizada como ponte comercial com os países lusófonos (exceto São Tomé e Príncipe, o qual não possui relações com a China continental, e sim com Taiwan).

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Fonte complementar: jornal The New York Times, artigo China sees advantages in Macao's Portuguese past, no endereço http://www.nytimes.com/2004/10/21/business/worldbusiness/21macao.html